Embora se reconheça que crianças e jovens assistam cada vez mais filmes e vão ao cinema com grande frequência, a escola ainda utiliza os filmes como mero entretenimento, isto é, como simples distração ou como complemento das atividades consideradas verdadeiramente educativas. Sendo assim, precebe-se que a escola não vê o cinema como um recurso didático-pedagógico que contribui para um processo de ensino-aprendizagem mais rico, criativo, crítico e significativo. Defende-se o direito de acesso amplo e universal ao conhecimento, mas não defende-se o direito de acesso ao cinema. Até quando a escola vai ignorar o fato de que cinema também é conhecimento? Por que se resiste tanto em reconhecer nos filmes de ficção a dignidade e a legitimidade culturais concedidas, há séculos, à ficção literária? Tendo em mente tais considerações, é importante que professores conheçam mais acerca do cinema e da linguagem cinematográfica para que assim eles utilizem os filmes na sala de aula explorando não só seu caráter lúdico, mas também indo além do conteúdo representado pelo próprio filme. Uma abordagem mais ampla e profundo do cinema possibilita que crianças, jovens e adultos desenvolvam e ampliem suas capacidades de reflexão, análise, criatividade, imaginação e se tornem consumidores de cultura mais críticos e conscientes. Portanto, neste blog serão postados críticas de filmes e dicas de como abordá-los na sala de aula tendo em vista os conteúdos e disciplinas que devem ser trabalhados nas escolas. Todavia, ao admitir que o contato e interação com filmes participa de modo significativo na formação geral dos sujeitos, é essencial entender também como essa relação é construídida. É de suma importância, portanto, conhecer o cinema, sua linguagem e sua história.



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